terça-feira, 5 de outubro de 2010

Memória e Cognição: atenção, novidade e prazer

Atenção!

Quando lemos o subtítulo acima vemos um comando direto. Essa especie de comando possui um efeito sobre a nossa percepção da realidade externa e os processos de estruturação do raciocínio se tornam mais rápidos, eficientes e conscientes. É o que em neurolingüística se chama de "up time" (tempo alto) quando toda a nossa atenção está focada para o exterior, o que em português claro chamamos de estado de "alerta".

Up time e Down time

O contrário de "up time" (tempo alto) é "down time" (tempo baixo) em que usamos nossos cinco sentidos voltados para dentro de nós mesmos, concentrando a atenção sobre nosso raciocínio, nossos sentimentos, sensações ou diálogos internos. 

Basicamente:
Up time = atenção voltada para fora, alerta, distensão da atenção ou concentração num foco externo
Down time = atenção voltada para dentro, desligamento da situação externa, concentração (foco interno)

Senso de oportunidade e coerência interna
Entre os dois estados não existe uma hierarquia. Nenhum é melhor do que o outro, apenas devem ser utilizados conscientemente em momentos diferentes ao longo de nossas vidas. Por exemplo não tenho como dar um bom treinamento se não estiver a maior parte do tempo em "up time", focado nas reações conscientes e inconscientes dos treinandos, observando sua respiração, seus movimentos de cabeça, suas expressòes faciais em resposta às minhas explanações. Da mesma forma não tenho como estudar um assunto se não estiver em "down time", do contrário ao invés de criar ligações entre o que estou estudando e as demais áreas do conhecimento que eu já tenha, vou ficar preocupado na ligação que tenho de receber, na hora, na música que toca na rua ou na baia ao lado. 

Energia, foco, cognição
A sete anos atrás aprendi com um mestre antropólogo texano e treinador de neurolingüística: "Energy flows where attention goes" ("a energia flui para onde a atenção vai") e a própria idéia de 
"up time" e "down time" são direcionamentos da nossa energia, não mais que isso. Você pode encontrar esse mesmo ensinamento no taoísmo, no hinduísmo, no budismo, na psicologia analítica ou na física quântica. Os nomes com que você encontrará esse mesmo ensinamento serão "chi" ou "ki", "prhana", "kundalini", "energia psíquica" ou simplesmente "quânton, quark" etc. O que realmente importa é como compreender e utilizar isso a seu favor.

Pesquisadores do Trinity College, em Dublin, Irlanda, fizeram uma pesquisa utilizando tomografia por ressonância magnética funcional (TRMf), esse procedimento mede a atividade das regiões cerebrais pelo fluxo de sangue. A experiência consistia, basicamente, em apresentar a voluntários duas combinações de imagens: no primeiro grupo havia figuras inéditasm que as pessoas nunca haviam visto, misturadas a outras, bastante divulgadas na mídia; no segundo grupo estavam apenas imagens já vistas pelos participantes. Resultado: no primeiro caso os sujeitos se lembraram melhor das fotos do que no segundo.

Percebemos que em um contexto com grande valor de inovação aumentava consideravelmente a capacidade retentiva da memória, como se ao perceber a novidade algumas regiões do cérebro entrassem em "estado de alerta", "up time", fazendo o caminho de volta à consciência ser mais claro e rápido.

Novidade, alerta, processamento
Quanto mais conhecidas erma as imagens mostradas aos vonluntários da pesquisa, menos os neurônios se agitavam no mesencéfalo (SN e ATV) assim como no hipocampo. Sendo assim, o surto de atividades desencadeado pela novidade nessas áreas parece realmente ser o motivo para o melhor desempenho da memória.

"Eu vejo um museu de grandes novidades"
Mas somos levados a perguntar: Quanto tempo dura o efeito positivo da novidade? Os estudos do Trinity College mostraram que, em ratos, a potenciação causada pela novidade pode durar até meia hora (30 minutos) após a primeira estimulação neural gerada pela novidade. É provável que para os seres humanos esse tempo seja ainda maior. Após depararem com uma novidade os cérebros das cobaias pareciam mais aptos a armazenar informações.

O que aconteceria se, nas nossas práticas de ensino, apresentássemos novos estímulos antes de uma atividade de ensino? essa prática pode favorecer a aprendizagem e torná-la mais prazerosa? Nós do Instituto ATENA acreditamos que sim, e investimos em treinamentos que superam as expectativas de nossos clientes e associados.

Prazer em aprender
A novidade pode estimular o aprendizado e a memória, além de tornar mais agradável e eficiente o desafio de aprender. Essa conclusão fornece a todos os educadores uma possível ferramenta para a estruturação mais eficiente de suas aulas: o uso estratégico de conteúdos-surpresa! 

No Instituto ATENA só trabalhamos com cursos 100% originais e patenteados, com arte interna e externa completamente original, conteúdo totalmente criado por nós e patenteado. Nos orgulhamos de só oferecer experiências completamente novas a nossos alunos, seja esse o primeiro ou simplesmente o mais recente contato com o universo da programação neurolingüística. Você nunca viu nada igual ao nosso trabalho!

Renato Kress
Diretor do Instituto ATENA

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